
Você amigo maconheiro, você colega simpatizante e você bobão que é dichavadinho, chegou a hora!

Nesse sábado, dia 25 de maio vai rolar a Marcha da Maconha, evento universal que corre as principais cidades do mundo contra a hipocrisia que nos priva do prazer ancestral de fumar um cigarrinho de maconha!
Você, já pediu, já berrou e ninguém te atendeu. Agora junte-se a massa e vamos pra rua exercitar o livre pensamento e o direito de expressão.

“Marchar pela maconha também é…
… marchar contra a criminalização da pobreza, sobretudo da juventude popular, e o avanço do Estado Penal.
No Brasil, com a aplicação de uma lei de drogas na qual o policial julga o crime ao invés do juiz, o número de condenados por tráfico de drogas triplicou, passando de 9% dos 361 mil detentos, para 19% dos 473 mil, e o Brasil chegou a 3° maior população carcerária do mundo.
Do total do número de presos: 60% são negros e a imensa maioria é oriunda de camadas menos favorecidas; 58% são jovens entre 18 e 29 anos; nove em cada dez “traficantes” em São Paulo são presos com menos de 1 quilo de maconha; 67% dos presos por venda de drogas são réus primários. Ou seja, o proibicionismo funciona como motor da injustiça.
A “guerra às drogas” é uma guerra aos pobres.
… marchar por uma política de drogas mais sensata e humana. Em mais de 40 anos de “Guerra às drogas” made in USA, mais de UM TRILHÃO DE DÓLARES foram gastos apenas pelo governo norte-americano.
O resultado? Nunca as drogas estiveram tão baratas, potentes e acessíveis; nunca civis, sobretudo negros – que são 12% da população total e 37% dos presos por crimes relacionados a drogas nos EUA- e outras “minorias”, foram encarcerados ou mortos em um ritmo tão alucinante; nunca um Estado dito democrático teve tantos poderes para intervir na sociedade civil.
…marchar pela ciência e medicina. O uso medicinal da maconha está provado em diversos estudos, especialmente nos casos de câncer, glaucoma, depressão, dores crônicas de origem neural e epilepsia. Porém, devido à ilegalidade, o estudo da cannabis é limitado àqueles que recorrem ao mercado ilegal, o que impede o pleno desenvolvimento das pesquisas.
…marchar pelo enfraquecimento do ciclo de corrupção e violência gerado pela proibição do cultivo e porte de maconha.
…marchar pelo direito ao uso do próprio corpo. O consumo de cannabis é milenar e a proibição é apenas um capítulo recente e trágico. O Estado não tem o direito de dizer o que uma pessoa adulta pode ou não fazer com o próprio corpo e mente.
…marchar pelo fim da violência no campo, onde, dada a oscilação de preço dos produtos no mercado e a pressão do agronegócio, pequenos agricultores plantam maconha para garantir sua sobrevivência e são perseguidos, presos e mortos.
Por que comparecer na marcha?
Uma pessoa em casa é um manifestante a menos nas ruas. Acreditamos que a participação política e o engajamento na reflexão crítica sobre a sociedade é o caminho para produção dos avanços e progressos necessários a redução das desigualdades sociais e garantia de justiça.
A luta pela legalização vai além das demandas dos usuários. Mesmo que você não apoie o uso recreativo, a proibição também lhe traz malefícios. Além de colaborar para o alastramento da violência, corrupção e injustiça gerada pela chamada “guerra às drogas”, a ilegalidade da cannabis é uma barreira intransponível para o desenvolvimento de medicamentos que podem aliviar o sofrimento de milhões de pessoas.
Além de possuir propriedades medicinais e ser usada de maneira recreativa, a maconha também pode ser utilizada pela indústria no desenvolvimento de biocombustível, roupas, calçados, papel, óleo vegetal, sabão em pó, cosméticos, materiais de construção, carroceria de carro, tinta, chocolate, isolantes e milhares de outros produtos.”
por favor NÃO FUME NA MARCHA (ainda é proibido)
Local: estacionamento do teatro da UFES
Data: 25 de maio de 2013
Horário: concentração às 14h
saída: 16:20
Texto: Marcha da Maconha Vitória
Acompanhe a marcha em sua Cidade:

O Chinfra apoia toda manifestação legítima!
































